terça-feira, 15 de maio de 2012
Fotógrafo mostra cotidiano de índios do Parque Nacional do Xingu, no MT
15/05/2012 17h24- Atualizado em 15/05/2012 17h24
Fotógrafo mostra cotidiano de índios do Parque Nacional do Xingu, no MT
Aldeia indígena Yawalapiti é uma das 14 instaladas na área.
Voo detectou desmatamento próximo à região de preservação ambiental.
Do Globo Natureza, em São Paulo
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O fotógrafo da Reuters, Ueslei Marcelino, permaneceu por alguns dias deste mês na aldeia indígena Yawalapiti, uma das 14 etnias que vivem no interior do Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso. As imagens foram divulgadas nesta terça-feira (15).
As fotos mostram o cotidiano da aldeia. Em agosto, os Yawalapiti, juntamente com outras aldeias, realizam o ritual Kuarup, que ocorre durante vários dias para honrar a morte de pessoas de grande importância para eles.
Originalmente, o Kuarup era apenas um ritual fúnebre com a intenção de trazer os mortos de volta à vida. Mas hoje, é uma celebração da vida, morte e renascimento. Neste ano, os Yawalapiti vão prestar uma homenagem a um importante índio da etnia e a Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro conhecido por focar a relação dos povos indígenas e a educação no país.
Foto de 9 de maio mostra porção do Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso, que foi desmatada. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Homens da etnia Yawalapiti. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Homem segura armadilha feita com timbó, uma planta que libera toxinas nas águas que paralisam os peixes, facilitando a pesca. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
O chefe da etnia Yawalapiti, Anuia (à frente), lidera dança na aldeia. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Criança indígena salta de árvore dentro do Rio Xingu, no Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
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Mato Grosso
Michele Julio Costa de Morais
IPO do Facebook tem faixa de preço entre US$ 34 e US$ 38 por ação
Antes, rede social tinha fixado valor entre US$ 28 e US$ 35 por título.
Após IPO, empresa poderá ser avaliada acima dos US$ 100 bilhões.
A forte demanda de investidores pela oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Facebook levou ao aumento no preço dos papeis da rede social, conforme documentos enviados ao órgão regulador do mercado norte-americano.
O Facebook informou nesta terça-feira (15), em documentos remetidos à Comissão da Bolsa de Valores dos EUA (SEC, na sigla em inglês), que vai vender 337,4 milhões de ações em sua oferta pública inicial, com faixa de preço entre US$ 34 e US$ 38. Com isso, a rede social busca levantar mais de US$ 12 bilhões com o IPO.
Antes, em 3 de maio, o Facebook tinha definido o valor das ações entre US$ 28 a US$ 35 por papel. Se todos os títulos do Facebook forem vendidos pelo maior preço (US$ 38), a companhia poderá ser avaliada acima dos US$ 100 bilhões.
Depois do IPO, a rede social se tornará a maior empresa de internet a cotar na bolsa desde a estreia do Google, em 2004, que foi avaliado na época em US$ 23 bilhões.
O aumento da estimativa de preço pode avaliar o Facebook em entre US$ 93 bilhões e US$ 104 bilhões, rivalizando com potências da internet como Amazon e superando o valor combinado de Hewlett-Packard e Dell.
Wall Strett já esperava que a rede social aumentasse a faixa de preço diante do interesse dos investidores. O Facebook pretende encerrar o período de reserva de seu IPO no final desta terça-feira (15), dois dias antes do previsto, num sinal de que a operação atraiu forte demanda de investidores.
Diferentes meios da imprensa publicaram na segunda-feira (14) que o Facebook fixará o preço final na quinta-feira (17) e suas ações começarão a cotar um dia depois no índice Nasdaq sob o símbolo "FB".
Futuros milionários
O quadro de funcionários da rede social subiu de 700, no final de 2008, para mais de 3 mil em 2011. Como a empresa usa ações como forma de remuneração, fontes da agência Reuters disseram em dezembro passado que, mesmo sob uma estimativa conservadora, pode haver mais de 1 mil pessoas destinadas a receber mais de US$ 1 milhão em ganhos quando a empresa abrir seu capital.
Os primeiros funcionários do Facebook, que receberam participações acionárias, e os primeiros investidores do setor de capital de risco receberão as maiores recompensas, afirma a reportagem. Estima-se que Zuckerberg detenha pouco mais de um quinto da companhia, de acordo com David Kirkpatrick, autor de "The Facebook Effect". Mas o dinheiro também beneficiaria engenheiros, vendedores e outros funcionários contratados mais tarde, já que a maioria recebe salários e mais alguma forma de remuneração relacionada a ações.
O Facebook foi fundado em fevereiro de 2004 nos dormitórios dos alunos na Universidade de Harvard por Mark Zuckerberg, Chris Hughes, Dustin Moskovitz e o brasileiro Eduardo Saverin. Já no meio de 2004, a rede social recebeu sua primeira rodada de investimentos, feita por Peter Thiel, no valor de US$ 500 mil. O nome inicial do site era Thefacebook.
Atualmente o Facebook tem sua sede em Menlo Park, na Califórnia, e 3.200 funcionários. Mark Zuckerberg é quem tem mais ações na companhia, com 56,9% (informações prévias ao IPO).
* Com informações da Reuters, EFE e France Press.
Iris de Santana
CONHECIMENTO E RAZÃO INSTRUMENTAL
Psicol. USP vol. 8 n. 1 São Paulo 1997Franklin Leopoldo e Silva Departamento de Filosofia Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - USP Este texto trata de alguns aspectos que julgamos importantes para o entendimento da noção de razão instrumental. Focalizamos numa primeira parte alguns temas inscritos na fundação filosófica da modernidade, visando assim fornecer subsídios para a compreensão da história crítica da razão feita por Adorno e Horkheimer. Procuramos também tratar de pontos estratégicos para a abordagem dialética do Iluminismo, com a finalidade de esclarecer a necessidade, posta pelos autores, da consideração das contradições presentes no desenvolvimento da razão iluminista, tais como progresso/regressão e autonomia/dominação. Descritores: Iluminismo. Razão instrumental. História. Teoria. Crítica. Quem quer que ainda seja capaz de lançar um olhar crítico ao mundo contemporâneo não poderá certamente deixar de se surpreender ao comparar os resultados do processo histórico da modernidade com o projeto que se pode inferir das pretensões de nossos ancestrais fundadores. Bacon e Descartes situam-se nesta relação de paternidade exatamente porque propuseram os meios racionais de emancipação do homem em relação às forças da natureza e aos dogmas estabelecidos por instâncias de autoridade alheias ao domínio da pura razão.
Se você que ver o restante do texto click:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65641997000100002
Michele Julio Costa de Morais
Se você que ver o restante do texto click:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65641997000100002
Michele Julio Costa de Morais
Bactérias magnéticas podem ajudar a fabricar 'biocomputadores', dizem cientistas
Uma vez ingerido pelos micróbios, o ferro é transformado em pequenos ímãs
Bactérias magnéticas poderiam ser usadas na fabricação de computadores biológicos no futuro, segundo pesquisadores britânicos e japoneses.
Cientistas da University of Leeds, na Grã-Bretanha, e da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, no Japão, estão fazendo experimentos com micróbios que se alimentam de ferro.
Uma vez ingerido pelos micróbios, o ferro é transformado em pequenos ímãs, semelhantes aos que são encontrados em discos rígidos de computadores.
De acordo com os pesquisadores, a pesquisa, que foi divulgada na publicação científica Small, pode permitir a fabricação de discos rígidos muito mais rápidos.
Desafio em escala nano
As bactérias Magnetospirilllum magneticum, utilizadas na pesquisa, são micro-organismos naturalmente magnéticos, que costumam viver em ambientes aquáticos em regiões abaixo da superfície, onde o oxigênio é escasso.
Eles nadam para cima e para baixo, seguindo as linhas dos campos magnéticos da Terra e se alinhando aos campos magnéticos como as agulhas de uma bússola, em busca de suas concentrações preferidas de oxigênio.
Quando a bactéria ingere ferro, proteínas dentro de seu corpo interagem com o metal para produzir pequenos cristais do mineral magnetita, o mais magnético existente na Terra.
Após estudar a forma como estes micróbios coletam, formam e posicionam esses nanoímãs dentro de si próprios, os pesquisadores aplicaram o mesmo método fora da bactéria, 'cultivando' ímãs que, eles esperam, poderiam ser usados no futuro para construir circuitos de discos rígidos.
'Estamos rapidamente chegando aos limites da manufatura eletrônica tradicional à medida que componentes ficam menores', disse a coordenadora da pesquisa, Sarah Staniland, da Universidade de Leeds.
'As máquinas que usamos tradicionalmente para construí-los são desajeitadas quando se trata de escalas tão pequenas. A natureza nos oferece a ferramenta perfeita para (resolver) esse problema', diz.
Fios Biológicos
Além de usar micro-organismos para produzir ímãs, os pesquisadores também conseguiram criar pequenos fios elétricos feitos de organismos vivos.
Eles criaram nanotubos feitos com membranas de células artificiais, cultivadas em um ambiente controlado, com a ajuda de uma proteína presente nas moléculas de gordura humanas.
A membrana é a 'parede' biológica que separa o interior da célula do ambiente exterior.
Esses tubos poderiam, no futuro, ser usados como fios microscópicos produzidos por meio de engenharia genética, capazes de transferir informações - da mesma forma como as células fazem nos nossos corpos - dentro de um computador, explicou à BBC o cientista Masayoshi Tanaka, da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio.
'Esses fios biológicos podem ter resistência elétrica e transferir informação de um grupo de células dentro de um biocomputador para todas as outras células.'
'Além de computadores, os fios poderiam até ser usados no futuro em cirurgias humanas porque, em teoria, são altamente biocompatíveis', afirmou o pesquisador.
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publicado em 08/05/2012 às 13h17:
Michele Julio Costa de Morais.
Indústria Cultural
Por Fernando Rebouças
O mundo vive num sistema econômico-político-cultural capitalista e o surgimento da sociedade capitalista transformou as manifestações culturais em produto. Este cenário desencadeou a formação da indústria cultural, que é o conjunto de empresas, instituições e redes de mídia que produzem, distribuem e transmitem conteúdo artístico – cultural com o objetivo de adquirir lucros.
A heterogeneidade da indústria cultural brasileira é percebida não somente no grau de diversidade cultural e territorial de nosso país, mas por focar conteúdos de culturas estrangeiras em detrimento de nosso conteúdo nacional. Quando ocorre em nossas mídias uma exposição de nossos valores e identidades, há o abarcamento de interesse comercial que interfere no que deve ser mostrado para adquirir audiência.
A produção da indústria cultural é direcionada para o retorno de lucros tendo como base padrões de imagem cultural pré – estabelecida e capazes de conquistar o interesse das massas sem trabalhar o caráter crítico do expectador. Para se manter e conquistar público , a produção cultural não objetiva somente a expressão artística , quando esta planejada sob pretensões profissionais.
A expressão tendencial elaborada com elementos artísticos é incluída num produto cultural como forma de diferenciação. A indústria cultural assim como toda indústria está atenta a custos, distribuição e retorno de lucros.
Um forte exemplo de indústria cultural é a televisão que apresenta pontos positivos em possuir ótima cobertura geográfica, penetração de público e variedade de conteúdo em vários horários, mas ao mesmo tempo apresenta conteúdos sensacionalistas e que escapam do consciente do expectador, cujo indivíduo possa vir a entrar em estado de alienação. Em outras mídias há o uso do termo “cult”, termo em inglês que significa obras com características específicas e com público direcionado e devoto.
A arte em geral , as manifestações histórico – culturais e a identidade de uma região servem como inspiração e conteúdo de obra e produto cultural.Em suma a indústria cultural busca produzir algo que conquiste público e relevância comercial e se ramifique em produtos licenciados.
Tatiana Rosa
terça-feira, 8 de maio de 2012
Notas sobre ortografia
Nesta e nas próximas colunas, vou falar um pouco sobre ortografia. Começo com um fato que ilustra diversas questões. No livro As palavras (autobiografia que cobre apenas a infância do autor), Sartre narra um fato que a maioria dos leitores esquece, mas que chamou minha atenção.
“Meu avô decidira matricular-me no Liceu Montaigne. Certa manhã, conduziu-me à casa do diretor e lhe gabou os meus méritos; meu único defeito era ser adiantado demais para a minha idade. O diretor aceitou tudo: puseram-me no terceiro ano primário e cheguei a acreditar que ia me dar com as crianças de minha idade. Mas não: após o primeiro ditado meu avô foi convocado às pressas pela diretoria; voltou enfurecido, tirou de sua pasta um maldito papel coberto de garranchos, de manchas e jogou-o sobre a mesa: era a cópia que eu entregara. Haviam-lhe chamado a atenção para a ortografia – “le lapen çovache ême le ten” – e tentaram explicar-lhe que o meu lugar era no primeiro ano. Diante do “lapen çovache”, minha mãe caiu na gargalhada; meu avô a interrompeu com um olhar terrível. Começou por me acusar de má vontade e por me ralhar pela primeira vez em minha vida, depois declarou que me haviam menosprezado; na manhã seguinte, retirou-me do liceu e se indispôs com o diretor”.
Aos leitores que eventualmente não tenham percebido exatamente a questão, explico: a grafia oficial da frase francesa do ditado é “Le lapin sauvage aime le thym”. A pronúncia é mais ou menos [le lapã sovag éme lö tã].
Sartre, como qualquer garoto de sua idade e escolaridade – embora já tivesse lido muito – escreveu aquela frase mais ou menos com base na pronúncia corrente. O diretor quis rebaixá-lo por causa dessa “incompetência”. Uma decisão que é muito familiar: costuma-se avaliar a capacidade de escrever pelo domínio das regras ortográficas. Esquece-se (ou não se sabe) que, para uma criança, as irregularidades do sistema, por um lado, e as relações da escrita com as diversas pronúncias não são nada óbvias.
A mãe de Sartre achou graça nas inovações ortográficas de seu filhinho. Nenhuma novidade também nessa reação (ela não era do ramo). Mas o avô tirou Sartre da escola que o rebaixaria por não saber ortografia e o colocou em outra. Sua decisão pode ter sido tomada apenas por se tratar do neto, que ele tinha em alta conta. Mas também pode ser devida ao fato de ele se dar conta da diferença que existe entre saber ortografia e saber escrever.
Não estou defendendo o “erro” nem dizendo que a correção ortográfica não tem valor. Apenas digo que a questão é mais complexa.
Tatiane Batista
domingo, 6 de maio de 2012
Não se fala sem gramática
De Sirio Possenti.
Talvez o preconceito linguístico mais óbvio seja uma afirmação corrente sobre a fala de algum grupo (jovem e/ou pouco escolarizado): eles falam de qualquer jeito (pretendo falar muito desse tema!). Trata-se de preconceito no sentido etimológico: um “pré-conceito”, ou seja, um conceito emitido antes da análise dos fatos.
As pessoas têm, evidentemente, direito a seu gosto (musical, linguístico, culinário etc.). Assim, é legítimo que cada pessoa tenha sua preferência por sotaques (gostar mais de ouvir nordestinos do que de ouvir gaúchos ou mineiros, ou vice-versa) e por construções sintáticas (gostar mais de construções com cujo do que de construções que o contornam etc.).
Mas seria bom que ninguém pensasse simplesmente que seu gosto é o “certo”, porque esta posição, em geral, além de erro técnico, é prova de pouca cultura. Não é legítimo, do ponto de vista cultural, “falar mal” sem fundamento, desprezar sem analisar. Dou um exemplo radical, o emprego de “menas”.
A forma funciona como marca de pouca cultura. Além disso, foi associada a Lula, que a empregou em campanhas presidenciais. E foi critério para o julgamento de sua capacidade política. Muita gente teve ocasião de declarar que se tratava simplesmente de um erro, ou que “menas não existe”. Acontece que existe e só é erro em sentido não técnico, social.
A flexão está, por exemplo, registrada no dicionário Houaiss (que a analisa em termos duros): “no Brasil, na linguagem coloquial desescolarizada, ocorre a forma deturpada menas (pron. indef.), em concordância de gênero com o subst. que se segue (menas confiança comigo, hein?)”.
Destaco a análise gramatical de Houaiss: menos concorda com o substantivo que a segue. Ou seja: ninguém diz, por exemplo, *menas dinheiro, *menas meninos, *menas gols. Só se ouvem expressões como menas maracutaia, menas comida, menas roupa etc. Em suma, sempre que a forma ocorre, cumpre-se rigorosamente a regra de concordância nominal.
A ciência, frequentemente, se debruça sobre casos selecionados. Não trata de tudo, mas de fatos exemplares. Eles comprovam, de certa forma, que as teses gerais são verdadeiras, ou, pelo menos, aceitáveis. Menas prova que os incultos também falam segundo regras rigorosas. A concordância mostra isso.
O caso menas, um dos mais marcados socialmente, deveria servir para que todos os preconceitos relativos à fala popular (desescolarizada) fossem combatidos. Pode-se continuar a não gostar da forma. O que não se pode – porque indica incapacidade de análise – é dizer que se trata de um erro. E que ele mostra que se fala de qualquer jeito.
Tatiane Batista
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